1,2,3...testando.

 Ok, era pra ser um post sobre noel carroll, mas esse vai demorar pra sair, isso se sair um dia.

Então, eu tô com algumas reflexões desorganizadas sobre simpsons, e isso será.

Esses dias eu tava refletindo sobre o desenho, especificamente aquele episódio que eles montam uma boy band que canta yvan et nioj que você desenbaralha as letras e quer dizer join the navy, aliste-se na marinha.

É um desses casos não tão comuns em que a cultura de massa contrabandeia ideias de uma forma brilhante pra refletir e denunciar a própria condição.
O que claro é assimilado e reproduzido a exaustão em produtos menos brilhantes e em alguns casos que superam o mestre.
o mesmo mal que sofre watchmen, infelizmente o negócio tá tão ligado a distribuição comercial que o potencial critico se esvai em torno da próxima fonte de lucro em reação controlada.

É o que acontece com the boys, a série, que é muito melhor que tudo que foi feito pra sugar watchmen e talvez dê pra gente lastrear esse tipo de movimento de esvaziamento láááá em além da imaginação, que é brilhante - meu programa preferido de tv assistam - e que até hoje gera programas de tv meia boca igual black mirror.

O lance é que entre essa dependência tremenda da circulação no mercado - que é muito pior que a politica antiga dos mecenas - e a saturação eu realmente acredito que a cultura de massas mais enlatada (como é simpsons, um desenho animado, acabou vitima de si mesmo) realmente produziu coisas que não devem nada a ''alta cultura'' e que se você assiste com o minimo de atenção dá pra ver que vão ficar pra posteridade.

O lance é que eu não acho que essas coisas não possam ser criticadas, a única cultura realmente perseguida, por incrível que pareça... é a alta cultura.

É muito mais fácil tu dar de cara com o mais subversivo dos desenhos que com uma obra dos outros meios subversivos.
E isso acontece porque tudo que tá atravessado pela reprodução técnica tem potencial de gerar muito dinheiro, e aí acho que é interessante pensar que linhas de fuga tem pra isso.

Por isso acho o Quadrinhos na Sarjeta, o Ilha Kaiju e outros desses aí uns caras importantes em oposição a idiotice do ''nerd''.
Porque eles lembram a importância da possibilidade critica desses próprios objetos e os seus limites na forma industrial de distribuição. E quem sabe, pensar em como ir além disso, nesse caso, extrapolando e tratando como se trata as mais radicais das formas de arte pra que não se deixe os debates caírem no esquecimento do consumo ''por entretenimento''. Afinal, as ferramentas do mestre podem mesmo destruir a casa do mestre (desculpa, Audre Lorde).

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